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ConsultadaResolução CFM 2.320/2022, texto aberto na fonte em 03/11/2026Res. CFM 2.320/2022 · consultada em 03/11/2026↗
Ciência e Vida

Tratamentos

Exames de fertilidade: como é a investigação da infertilidade

A investigação da infertilidade é o primeiro passo de qualquer tratamento e é feita em consulta: o médico ouve a história, examina e pede os testes que considera necessários, na mulher e no homem. O critério das definições oficiais é o tempo de tentativa: a OMS define infertilidade como a falta de gravidez depois de 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem proteção, e o glossário internacional registra que as intervenções de fertilidade podem começar antes, conforme a história, a idade, o exame físico e os testes.

Antes de qualquer técnica de reprodução assistida vem a investigação: a consulta e os exames que procuram entender por que a gravidez não está acontecendo. Esta página explica o que é essa investigação, qual é o critério de tempo usado nas definições oficiais, a ordem geral das etapas e o que a norma do Conselho Federal de Medicina diz. Ela não traz lista de sinais nem de sintomas, e não serve para avaliar ninguém: a avaliação é clínica, feita pelo médico, em consulta.

O que é

A Organização Mundial da Saúde define a infertilidade como uma doença do sistema reprodutor masculino ou feminino, caracterizada pela falta de gravidez depois de 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem proteção. A mesma nota descritiva registra que a infertilidade pode ter causas masculinas, femininas ou inexplicadas, e que os cuidados de fertilidade reúnem a prevenção, o diagnóstico e o tratamento.

O glossário internacional de infertilidade e cuidados de fertilidade, de 2017, usa a mesma medida de tempo e acrescenta outra forma de definir: a infertilidade também pode ser caracterizada por uma limitação da capacidade de reproduzir, da pessoa sozinha ou com o parceiro ou a parceira. A OMS distingue ainda a infertilidade primária, quando a pessoa nunca teve uma gravidez, da secundária, quando houve ao menos uma gravidez antes.

A investigação é a parte do diagnóstico. O NHS, serviço público de saúde britânico, descreve como ela começa: o médico pergunta sobre a história médica e sexual, sobre gestações e filhos anteriores, sobre há quanto tempo o casal tenta, sobre a contracepção usada antes, sobre os medicamentos em uso e sobre hábitos de vida; depois pode fazer o exame físico ou encaminhar para exames. É uma conversa e um exame, e não um formulário que se responda sozinho.

O NHS registra também que é preferível que os dois parceiros vão à consulta, porque o problema de fertilidade pode estar em um ou em ambos. O glossário, por sua vez, define a infertilidade de causa feminina e a de causa masculina, e define a infertilidade sem causa explicada, a do casal em que a avaliação não encontra alteração; e registra que esse diagnóstico depende dos métodos usados e disponíveis.

Em que situação costuma ser proposta

O critério que as definições oficiais usam é o tempo de tentativa. É ele que está na definição da OMS: a falta de gravidez depois de 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem proteção.

O glossário internacional faz a ressalva que impede de transformar esse número numa regra fixa: as intervenções de fertilidade podem começar antes de 1 ano, com base na história médica, sexual e reprodutiva, na idade, no exame físico e nos testes. Ou seja, o tempo é o ponto de partida das definições, e não um prazo para ninguém. Quem pesa esses elementos é o médico, em consulta, e não uma lista de sinais; quando procurar a consulta é decisão de cada pessoa.

A investigação também não é só para casais heterossexuais que tentam engravidar. A OMS registra que pessoas muito diferentes podem precisar de cuidados de fertilidade, entre elas casais do mesmo sexo, pessoas mais velhas, pessoas sem relacionamento sexual e pessoas com certas condições de saúde, como sobreviventes de câncer. Para quem vai começar um tratamento oncológico, a preservação da fertilidade tem página própria: preservação da fertilidade no tratamento oncológico.

A sequência de etapas

Sem tempo, medicação ou conduta, esta é a ordem geral que as fontes citadas permitem descrever:

  1. Consulta, com a história médica, sexual e reprodutiva da pessoa ou do casal.
  2. Exame físico.
  3. Exames de laboratório e de imagem, na mulher e no homem, escolhidos pelo médico conforme a história.
  4. Retorno, com a leitura dos resultados e a hipótese diagnóstica.
  5. Conversa sobre as opções, que podem incluir tratamento de uma causa encontrada, uma técnica de reprodução assistida ou nenhuma intervenção ativa.
  6. Se houver indicação de técnica, consentimento e início do tratamento.

O passo 5 inclui uma opção que o glossário internacional define com nome próprio: o manejo expectante da fertilidade, o cuidado sem intervenção clínica ou terapêutica ativa, além de informação e orientação. Nem toda investigação termina numa técnica. Quando termina, duas das técnicas estão explicadas em inseminação artificial e em fertilização in vitro, e a etapa de estimulação ovariana, que pode fazer parte das duas, é conduta do médico.

A norma sanitária também exige testes laboratoriais de triagem de quem coleta sêmen ou oócitos para uso próprio. arts. 99 e 100 · RDC Anvisa 771/2022 · consulta em 04/11/2026 É uma exigência ligada à coleta para o tratamento, e não uma lista de exames da investigação, que é definida pelo médico.

O que o orçamento detalha

A investigação tem custos próprios, de consulta e de exames, antes de qualquer técnica. Sem valores, algumas linhas a conferir:

  • A consulta inicial e os retornos.
  • Os exames pedidos, e quais deles o plano de saúde cobre.
  • Exames que precisem ser repetidos.
  • A consulta com outros especialistas, se houver encaminhamento.

O que o plano de saúde cobre nessa fase está em o que o plano cobre na investigação. Para quem procura onde fazer os exames pedidos, o examesperto.com reúne laboratórios e clínicas de imagem. O que forma o custo de um tratamento, se ele vier, está em o que forma o custo de um ciclo.

O que perguntar

Perguntas para levar à consulta:

Para levar à consulta

Que exames estão sendo pedidos, para mim e para o meu parceiro ou parceira, e o que cada um procura?
Em que ordem os exames serão feitos, e quando volto para ver os resultados?
O que os resultados mostraram, e qual é a hipótese diagnóstica?
Que opções existem no meu caso, inclusive a de não começar um tratamento agora?
Se uma técnica for proposta, por que ela e não outra?
Que exames o plano de saúde cobre, e quais ficam por minha conta?

Outras perguntas, com espaço para anotar, em o que perguntar na primeira consulta ▸

Outras perguntas, para a primeira consulta numa clínica de reprodução assistida, estão em o que perguntar na primeira consulta.

O que a norma define

As normas éticas para o uso das técnicas de reprodução assistida estão na Resolução CFM 2.320/2022, adotada como dispositivo deontológico a ser seguido pelos médicos. art. 1º · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 04/11/2026 Lida a resolução inteira, ela não define infertilidade, não lista exames de investigação e não fixa tempo de tentativa para a consulta. O que ela traz e toca esta etapa:

A infertilidade como problema de saúde. Entre os considerandos da resolução está a infertilidade humana como um problema de saúde, com implicações médicas e psicológicas, e a legitimidade do anseio de superá-la. Considerandos · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 04/11/2026

Quando as técnicas podem ser usadas. As técnicas podem ser utilizadas desde que exista possibilidade de sucesso e que o risco grave à saúde da paciente ou do possível descendente seja pouco provável. Cap. I, item 3 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 04/11/2026

Idade. A idade máxima das candidatas à gestação por técnicas de reprodução assistida é de 50 anos, com exceções fundamentadas pelo médico responsável. Cap. I, itens 3.1 e 3.2 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 04/11/2026 A regra está em limite de idade para fazer FIV.

Quem pode ser paciente. Todas as pessoas capazes que tenham solicitado o procedimento e cuja indicação não se afaste dos limites da resolução podem ser receptoras das técnicas. Cap. II, item 1 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 04/11/2026

Registro dos exames. A clínica que aplica as técnicas mantém registro permanente dos exames laboratoriais a que são submetidos os pacientes, com a finalidade de evitar a transmissão de doenças. Cap. III, item 3 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 04/11/2026

Consentimento. Se a investigação levar a uma técnica, o consentimento livre e esclarecido é obrigatório, com os aspectos médicos detalhadamente expostos e os resultados obtidos naquela unidade com a técnica proposta. Cap. I, item 4 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 04/11/2026

Conteúdo informativo, produzido pela Redação BYTX a partir de fontes públicas, listadas ao fim da página. Sem revisão médica declarada.

Perguntas frequentes

Quais exames investigam a infertilidade?

Não existe uma lista que sirva para todo caso. A investigação é clínica: o médico ouve a história, examina e pede os exames de laboratório e de imagem que considera necessários, na mulher e no homem. Por isso este site não publica lista de exames como se fosse um pedido médico.

Depois de quanto tempo tentando engravidar vale procurar avaliação?

A OMS define infertilidade como a falta de gravidez depois de 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem proteção. O glossário internacional de 2017 registra que as intervenções podem começar antes de 1 ano, com base na história médica, sexual e reprodutiva, na idade, no exame físico e nos testes. Quando procurar é uma decisão de cada pessoa, e o momento da avaliação é discutido com o médico.

Existe teste de fertilidade para fazer em casa?

Este site não indica teste nem interpreta resultado. A investigação da infertilidade, pelas fontes consultadas, é feita em consulta, com história, exame físico e testes escolhidos pelo médico conforme o caso.

O homem também precisa ser avaliado?

As fontes públicas tratam a investigação como sendo do casal. A OMS registra que a infertilidade pode ter causas masculinas, femininas ou inexplicadas, e o NHS, serviço público de saúde britânico, recomenda que os dois parceiros vão à consulta, porque o problema pode estar em um ou em ambos.

Fontes

  1. OMS (Organização Mundial da Saúde): Infertility, nota descritiva de 28/11/2025, consulta em 04/11/2026
    www.who.int ↗
    Infertility is a disease of the male or female reproductive system defined by the failure to achieve a pregnancy after 12 months or more of regular unprotected sexual intercourse.
  2. Glossário internacional de infertilidade e cuidados de fertilidade, 2017 (Zegers-Hochschild F. e outros, Human Reproduction, v. 32, p. 1786), consulta em 04/11/2026
    pmc.ncbi.nlm.nih.gov ↗
    Fertility interventions may be initiated in less than 1 year based on medical, sexual and reproductive history, age, physical findings and diagnostic testing.
  3. NHS (serviço público de saúde britânico): Infertility, diagnosis, página para pacientes, consulta em 04/11/2026
    www.nhs.uk ↗
    It's always best for both partners to visit the GP as fertility problems can affect either or both partners.
  4. Res. CFM 2.320/2022: normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida (D.O.U. de 20/09/2022)
    sistemas.cfm.org.br ↗
    a infertilidade humana como um problema de saúde, com implicações médicas e psicológicas
    consulta em 04/11/2026
  5. RDC Anvisa 771/2022: boas práticas em células germinativas, tecidos germinativos e embriões humanos para uso terapêutico (D.O.U. de 28/12/2022)
    www.in.gov.br ↗
    Pacientes que realizam coleta de sêmen, para uso próprio, devem ser submetidos aos seguintes testes laboratoriais
    consulta em 04/11/2026
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Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. Cada caso é avaliado individualmente, e a indicação, o protocolo e a conduta são definidos pelo médico responsável, em avaliação presencial. Procure um profissional ou um serviço de saúde. Este site não avalia caso, não estima chance e não indica tratamento nem clínica.

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