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ConsultadaResolução CFM 2.320/2022, texto aberto na fonte em 03/11/2026Res. CFM 2.320/2022 · consultada em 03/11/2026↗
Ciência e Vida

Regras do CFM

Escolha do sexo do bebê na FIV é proibida? A regra e a exceção

Sim. A Resolução CFM 2.320/2022 diz que as técnicas de reprodução assistida não podem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo ou qualquer outra característica biológica da criança, exceto para evitar doenças no possível descendente; o Código de Ética Médica também veda criar embriões com finalidade de escolha de sexo. Cap. I, item 5 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 03/11/2026 art. 15, § 2º, III · Res. CFM 2.217/2018 (Código de Ética Médica) · consulta em 03/11/2026

A pergunta sobre escolher o sexo do bebê aparece com frequência em buscas sobre fertilização in vitro. A resposta da norma brasileira é direta: as técnicas de reprodução assistida não podem ser usadas com essa intenção, e a única exceção escrita é evitar doenças no possível descendente. Esta página mostra a regra nas palavras da norma, explica o alcance da exceção e diz o que a resolução não trata. Ela não descreve como se faria uma seleção e não trata de outros lugares.

De onde vem a regra

As normas éticas para o uso das técnicas de reprodução assistida estão na Resolução CFM 2.320/2022, adotada como dispositivo deontológico a ser seguido pelos médicos. art. 1º · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 03/11/2026 É uma regra ética da profissão médica, e não uma lei; a Exposição de Motivos da resolução registra que não há legislação específica que regule a reprodução assistida no Brasil. Exposição de Motivos · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 03/11/2026 O Código de Ética Médica, outra resolução do mesmo conselho, tem uma vedação no mesmo sentido, explicada mais abaixo.

A regra, nas palavras da norma

O item 5 do Capítulo I diz que as técnicas de reprodução assistida não podem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo (presença ou ausência de cromossomo Y) ou qualquer outra característica biológica da criança, exceto para evitar doenças no possível descendente. Cap. I, item 5 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 03/11/2026

Conselho Federal de Medicina

Resolução CFM nº 2.320/2022

Publicada no D.O.U. de 20 de setembro de 2022, Seção I, pg. 107

Anexo, Capítulo I, Princípios gerais

5. As técnicas de reprodução assistida não podem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo (presença ou ausência de cromossomo Y) ou qualquer outra característica biológica da criança, exceto para evitar doenças no possível descendente.

A regraNem o sexo nem outra característica biológica
A exceçãoSó para evitar doença no possível descendente

Capítulo I, item 5. Texto consultado em 03/11/2026 em sistemas.cfm.org.br

Trecho da Resolução CFM 2.320/2022, Anexo, Capítulo I, item 5, consultado em 03/11/2026

A frase tem quatro partes, e cada uma tem um efeito:

  • "Não podem ser aplicadas": a regra é dirigida ao uso das técnicas, isto é, ao que o médico faz com elas.
  • "Com a intenção de selecionar": o que a norma veda é a finalidade. A palavra escolhida é intenção.
  • "O sexo (presença ou ausência de cromossomo Y) ou qualquer outra característica biológica da criança": a proibição não se limita ao sexo. Vale para qualquer outra característica biológica.
  • "Exceto para evitar doenças no possível descendente": a exceção é uma só, e está na mesma frase.

A exceção: evitar doenças

A exceção está escrita de forma curta. A norma não lista quais doenças, não diz como a avaliação é feita e não descreve exame nenhum. O que a resolução traz, em outro capítulo, é a permissão de aplicar as técnicas à seleção de embriões submetidos a diagnóstico de alterações genéticas causadoras de doenças. Cap. VI, item 1 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 03/11/2026 O que a norma permite e o que ela não trata sobre o diagnóstico genético está em diagnóstico genético pré-implantação.

Num caso concreto, saber se uma situação se enquadra na exceção de doença é uma pergunta para o médico responsável: a norma não diz como essa avaliação é feita.

A exceção existe para evitar doença, e não para atender a uma preferência. Uma escolha de sexo sem relação com doença no possível descendente fica fora da exceção, pelo texto do item 5.

O que o Código de Ética Médica acrescenta

O Código de Ética Médica diz que o médico não deve realizar a procriação medicamente assistida com nenhum dos objetivos que ele lista, e um deles é criar embriões com finalidades de escolha de sexo, eugenia ou para originar híbridos ou quimeras. art. 15, § 2º, III · Res. CFM 2.217/2018 (Código de Ética Médica) · consulta em 03/11/2026 Os outros objetivos vedados no mesmo parágrafo são criar seres humanos geneticamente modificados e criar embriões para investigação. art. 15, § 2º, I e II · Res. CFM 2.217/2018 (Código de Ética Médica) · consulta em 03/11/2026

As duas normas vão no mesmo sentido: a resolução de reprodução assistida veda aplicar as técnicas com a intenção de selecionar o sexo, salvo para evitar doenças no possível descendente, e o código veda criar embriões com finalidade de escolha de sexo. O parágrafo do código não repete, no texto dele, a exceção de doença do item 5. Uma regra não substitui a outra: o médico que trabalha com reprodução assistida está sujeito às duas, e o Código de Ética Médica contém as normas que devem ser seguidas pelos médicos no exercício de sua profissão, e não só nessa área. Preâmbulo, I · Res. CFM 2.217/2018 (Código de Ética Médica) · consulta em 03/11/2026

Outras regras do mesmo capítulo

O item 5 faz parte dos princípios gerais da resolução, ao lado de regras que ajudam a entender a lógica dela:

Quem fiscaliza

As duas normas são do Conselho Federal de Medicina e se dirigem aos médicos. O Código de Ética Médica diz que a fiscalização do cumprimento das normas nele estabelecidas é atribuição dos Conselhos de Medicina, das comissões de ética e dos médicos em geral. Preâmbulo, V · Res. CFM 2.217/2018 (Código de Ética Médica) · consulta em 03/11/2026 Este site não recebe, não analisa e não encaminha denúncias. O Conselho Regional de Medicina do estado onde o médico atua é o caminho institucional para dúvidas sobre conduta ética.

O que a norma não diz

Lido o texto inteiro da resolução, estes pontos não estão nele:

  • Quais doenças justificam a exceção.
  • Como a avaliação da exceção é documentada, além da regra geral de consentimento livre e esclarecido, obrigatório para todos os pacientes. Cap. I, item 4 · Res. CFM 2.320/2022 · consulta em 03/11/2026
  • Uma autorização própria: o item 5 não exige autorização do Conselho Regional de Medicina para a exceção de doença, nem descreve etapas para aplicá-la.

O que este site não faz

Esta página explica a regra e para aí. Ela não descreve técnica, exame ou caminho para escolher o sexo, não indica lugares onde isso seria feito e não compara regras de outros lugares. O site não trata a seleção de sexo como serviço disponível e não lista clínicas por esse critério.

Perguntas que fazem sentido na consulta

Para quem tem, na família, uma doença hereditária e quer entender a exceção da norma, algumas perguntas costumam ajudar:

Para levar à consulta

A situação da minha família se enquadra na exceção de evitar doenças no possível descendente, segundo a avaliação do médico?
Que exame ou avaliação a equipe propõe, e o que ele investiga?
Como essa avaliação fica registrada no consentimento livre e esclarecido?
O que acontece com os embriões depois do diagnóstico, e o que eu preciso decidir por escrito?

Outras perguntas, com espaço para anotar, em o que perguntar na primeira consulta ▸

A última pergunta tem resposta na norma, explicada em o que acontece com os embriões excedentes. O que é o teste genético do embrião, do ponto de vista técnico, está em diagnóstico genético (PGT), e a sequência de etapas da fertilização in vitro em fertilização in vitro: como funciona. Outras perguntas para a primeira conversa estão em o que perguntar na primeira consulta.

O texto integral da Resolução CFM 2.320/2022 e o do Código de Ética Médica, no site do Conselho Federal de Medicina, estão na lista de fontes ao fim desta página.

Conteúdo informativo, produzido pela Redação BYTX a partir de fontes públicas, listadas ao fim da página. Sem revisão médica declarada.

Perguntas frequentes

Posso escolher o sexo do bebê na FIV?

Não pela norma brasileira. A Resolução CFM 2.320/2022 diz que as técnicas não podem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo ou qualquer outra característica biológica da criança, exceto para evitar doenças no possível descendente (Cap. I, item 5).

Qual é a exceção à proibição?

A única exceção escrita é evitar doenças no possível descendente. A norma não lista quais doenças nem diz como a exceção é avaliada; a aplicação a um caso concreto é discutida com o médico responsável.

Também é proibido escolher outras características, como cor dos olhos?

A proibição do Cap. I, item 5 vale para o sexo e para qualquer outra característica biológica da criança, com a mesma exceção: evitar doenças no possível descendente.

A regra é uma lei?

Não. É uma norma ética do Conselho Federal de Medicina, dirigida aos médicos, e o Código de Ética Médica tem vedação no mesmo sentido. O Código atribui a fiscalização das normas dele aos Conselhos de Medicina, às comissões de ética e aos médicos em geral (Preâmbulo, V).

Fontes

  1. Res. CFM 2.320/2022: normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida (D.O.U. de 20/09/2022)
    sistemas.cfm.org.br ↗
    não podem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo (presença ou ausência de cromossomo Y) ou qualquer outra característica biológica da criança, exceto para evitar doenças no possível descendente
    consulta em 03/11/2026
  2. Res. CFM 2.217/2018: Código de Ética Médica (D.O.U. de 01/11/2018)
    sistemas.cfm.org.br ↗
    criar embriões com finalidades de escolha de sexo, eugenia ou para originar híbridos ou quimeras
    consulta em 03/11/2026
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Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. Cada caso é avaliado individualmente, e a indicação, o protocolo e a conduta são definidos pelo médico responsável, em avaliação presencial. Procure um profissional ou um serviço de saúde. Este site não avalia caso, não estima chance e não indica tratamento nem clínica.

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